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História
21 de maio de 2001

Sala de Imprensa PenAzul
O espiões do regime militar em ação
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Livro: COMO ELES AGIAM
Autor: Carlos Fico
272 páginas + 16 de encarte
Formato: 16x23 cm
Preço: R$ 30,00
ISBN: 85-01-05984-6
COMO ELES AGIAM é o resultado da minuciosa pesquisa do professor Carlos Fico, que descreve como a comunidade de informações, DSI (Divisão de Segurança e Informações), trabalhava, agia e avaliava a atividade de toda e qualquer pessoa que poderia ser contrária ao regime militar, como estudantes, intelectuais e clero.
Carlos Fico revela, neste relato inédito, que o DSI possuía informações sobre todo e qualquer tipo de questão que poderia preocupar ou incomodar a ditadura.
s documentos sigilosos que serviram de base para a pesquisa de Fico mostram o modo de agir dos espiões e da polícia política do regime militar, as técnicas usadas para incriminar os inimigos da ditadura e como se formaram os principais sistemas repressivos do período: o de espionagem, o de repressão e o de investigações. COMO ELES AGIAM discute também sobre o processo de dissolução desses sistemas, e até onde isto ocorreu, já que até hoje vêm à tona casos de denúncias calcadas em escutas telefônicas, por exemplo.
arlos Fico realizou sua pesquisa através de papéis que foram transferidos do Ministério da Justiça para o Arquivo Nacional, se valendo da nova legislação que permite a pesquisadores qualificados terem acesso a documentos sigilosos. Esses documentos se dividem em ultra-secretos, secretos, confidencias e reservados, e para a realização de COMO ELES AGIAM, Fico consultou documentos até 1977. De qualquer forma, a mesma lei que permite a pesquisa, resguarda por 100 anos a identidade, a honra e a privacidade das pessoas envolvidas, impedindo que no livro sejam mencionados nomes. Contudo, os leitores mais atentos e conhecedores da História saberão identificar os protagonistas dos casos descritos.
COMO ELES AGIAM revela que, em contraponto aos resultados de pesquisas anteriores, os oficiais-generais, ou seja, a alta hierarquia das Forças Armadas, não só tinham conhecimento da tortura e do extermínio como muitas vezes foram os seus mandantes. O autor descreve a ação do DSI da seguinte forma: "Eles agiam como um grupo de especialistas, de puros, que se pretendiam acima do bem e do mal. Queriam eliminar tudo que fosse discordante do projeto utópico-autoritário que desejavam implantar. Agiam, portanto, arbitrariamente, culpando, levianamente, brasileiros que nem mesmo sabiam estar sendo vigiados", declara Fico.
O AUTOR
arlos Fico, 42 anos, é professor de Teoria e Metodologia da História desde 1985. Durante treze anos lecionou na Universidade Federal de Ouro Preto e, desde 1998, atua na Universidade Federal do Rio de Janeiro, dando aulas na graduação e na pós-graduação. Fez o mestrado em 1989, estudando rebeliões populares no Rio de Janeiro durante a Primeira República, e o doutorado em 1996, com uma tese sobre a propaganda política da Ditadura Militar. Desenvolveu várias pesquisas sobre a historiografia brasileira contemporânea, juntamente com Ronald Polito, com quem criou o Centro Nacional de Referência Historiográfica e publicou, em dois volumes, A História no Brasil (1980/1989): elementos para uma avaliação historiográfica. Também é autor, dentre outros trabalhos, de Reinventando o otimismo: ditadura, propaganda e imaginário social no Brasil, O Regime Militar e Ibase: usina de idéias e cidadania.
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